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DERLON Ouro Branco – Rio de Janeiro

Depois de passar em São Paulo e já com abertura marcada para Paris, a exposição Ouro Branco, do artista pernambucano Derlon, chega ao Rio com exclusividade pela Artur Fidalgo galeria. Com curadoria do francês Paul Duboc e registros fotográficos do argentino Pablo Saborido, o artista apresenta o resultado de sua residência no interior do sertão cearense em março deste ano, com convite e apoio da marca francesa VERT.

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DERLON | Ouro Branco


Na sala principal da galeria, o público se depara com uma imagem em tamanho real da fachada de uma das casas localizadas no município de Choró, no sertão central cearense. O retrato da família que mora naquela casa está pintado na parede externa, imitando as xilogravuras típicas de literatura de cordel. Só que aqui os folhetos dessa história são os próprios muros brancos das casas, da igreja e da escola da comunidade. Para delinear as imagens, foi usado spray de tinta preta, pincel e rolo. O autor dessa história popular é o artista Derlon. Ele fez mais de 12 intervenções nas comunidades de Riacho do Meio, Tauá e Quixeramobim retratando o dia a dia das famílias que vivem na região. Ao usar de maneira original a iconografia regional, ele revela um pouco das questões locais, que vão da religião à conquista de terra, da família ao plantio de algodão. Outras oito pinturas em madeira feitas pelo artista e uma escultura completam o ambiente. 

No Armazém Fidalgo, mais uma imagem em tamanho real reproduz outra casa do vilarejo nos corredores do shopping de Copacabana. No lugar da janela, aparece a vitrine escancarada. Fica o convite para que espiemos o que acontece dentro dessa casinha nordestina. Lá, uma linha ou cordel segura um par de tênis amarrado pelo cadarço. O calçado, todo feito em algodão orgânico produzido pela comunidade, traz também a estampa do artista.

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Exposição Ouro Branco em São Paulo

Olá Gente! Saca só, a primeira parada da nossa exposição itinerante  Derlon, Ouro Branco: uma mostra de lambe-lambes gigantes com fotos da minha intervenção artística nas comunidades de Tauá, Quixeramobim, e Choró no sertão do Ceará, aonde a VERT compra algodão agro-ecológico, será em São Paulo neste próximo sábado, dia 10 de maio em prédios ao redor da Praça Benedito Calixto.

Junto a abertura da exposição a marca VERT lança sua linha de produtos desenvolvidos para a nova coleção em colaboração comigo.

Aos amigos paulistas, admiradores do meu trabalho e todos aqueles que nessa cidade megalópole vive, convido para visitar nossa exposição que fica em cartaz até dia 10 de junho.

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[Coleção Derlon + Vert]

 

 

 

Depois seguiremos para Recife (lançamento da coleção), Rio de Janeiro e Paris (exposição e lançamento da coleção)!

Derlon transforma desejos em desenhos (Jornal do Commercio).

Continuando a repercussão sobre a nossa residência artística no sertão do Ceará, a amiga jornalista Fabiana Moraes, que nos acompanhou por lá, fez uma matéria super bacana sobre nossas intervenções na comunidade.

 

 

 

Segue a matéria:

 

 

ARTES VISUAIS

Derlon transforma desejos em desenhos

Artista faz intervenções no Ceará a partir de sonhos de sertanejos. Trabalho vai reverberar em uma exposição

Publicado em 01/04/2014, às 06h04

Choró (CE)

Márcia e Maria em uma das mais antigas casas de Riacho do Meio: na intervenção, o sonho do lar dá o mote / Fabiana Moraes/Especial para o JC

Márcia e Maria em uma das mais antigas casas de Riacho do Meio: na intervenção, o sonho do lar dá o mote

Fabiana Moraes/Especial para o JC

 

Luiz Barbosa, 89 anos, vive desde que nasceu em Choró, sertão central do Ceará. Passo curto, camisa azul celeste e chapéu, ele observa um grupo conversando em frente a um grafite. Ouvem-se comentários em português, francês, alemão e inglês, a maioria deles sobre os homens e as mulheres impressos em tinta preta pelo artista pernambucano Derlon em uma das paredes externas da Associação Comunitária dos Agricultores e Agricultoras Familiares de Riacho do Meio, distrito do município. Seu Luiz é um desses personagens: sobre a sua cabeça, vemos desenhada uma casa que simboliza um antigo sonho daquela comunidade de agricultores: ter terra para plantar e casa para morar. Foi a partir desse desejo maior que Derlon realizou uma residência artística cujo resultado foram 12 intervenções em Riacho do Meio, Tauá e Quixeramobim. Textos coletivos produzidos pelos moradores serviram de base para o trabalho que vai reverberar na exposição Ouro branco, a circular nas cidades de São Paulo, Paris, Londres, Rio de Janeiro e Recife.

“É a primeira vez que realizo um trabalho nesta proporção”, diz Derlon, que passou a última semana de março entre as três comunidades. Segundo ele, os textos realizados pelos agricultores e agricultoras foi fundamental para interpretar a vida cotidiana dali. Mais ainda: essa literatura coletiva e pessoal, passada para os esboços, foi novamente retraduzida no momento em que a vida daquela população foi levada para as paredes. “Mudei vários desenhos a partir do que as pessoas daqui iam sugerindo, comentando.” Um exemplo é exatamente o grafite que traz parte da família de Luiz Barbosa: inicialmente, Derlon pensou em registrar um caminhão, mas os moradores do distrito viram nesse desenho uma ideia de deslocamento que não condizia mais com a realidade de agora. De fato, as quatro últimas décadas são de mudanças, algumas mais céleres que outras, naquela região: as terras foram distribuídas entre os moradores depois que o dono das fazendas nos quais eles trabalharam (duramente) foi pego sonegando imposto. Naquele momento, tinham que entregar metade do que plantavam para o dono da terra. E só podiam vender a própria produção para o mesmo.

Outra mudança foi a forma de plantar: na cultura do algodão, a maior do local, o uso de agrotóxicos virou passado. Agora, todo processo é orgânico. Toda produção é comprada pela marca de tênis franco-brasileira Vert, que também adquire borracha vinda do Acre (ambos são usados na confecção dos sapatos). Entrando recentemente no mercado local, a empresa convidou Derlon para ser o fio condutor do projeto Ouro Branco, que está sendo fotografado pelo argentino Pablo Saborido e documentado pelo cineasta Gonçalo Savino. O desenho de alto contraste do pernambucano também será usado na estampa de uma coleção (tênis, mochila e outros acessórios) a ser lançada para o inverno. Lidando diretamente com associações, a empresa diminui drasticamente os intermediários, o que resulta no aumento do pagamento dos agricultores. De acordo com os criadores da empresa, Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, o valor pago pela pluma de algodão foi 65% maior que o praticado no mercado ano passado (plantadores receberam R$ 7,39 pelo quilo). Setecentas famílias estão envolvidas no plantio.

Em Riacho do Meio, um dos destaques das intervenções é a igrejinha da Sagrada Família, ao lado da associação. Ali, uma Nossa Senhora das Graças, o Divino Espírito Santo e o trio formado por José, Maria e Jesus dão beleza à fachada. Há também, na casa das sementes, um belo painel onde vemos um homem deitado, a expressão feliz, segurando uma árvore que cresce em suas mãos. O resultado da intervenção – todo o processo, a relação dos moradores com as imagens, a vida cotidiana local – será visto na exposição que aportará também na capital pernambucana, quando a coleção for lançada, em maio (ainda sem data marcada). As imagens serão exibidas no jardim da loja Avesso, nas Graças.

 

Bom né?!

Segue o link da materia: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/artes-plasticas/noticia/2014/04/01/derlon-transforma-desejos-em-desenhos-123383.php

Residência artística no sertão do Ceará

Gente, trago as boas novas!

Acontece é que estou num projeto super bacana. Entre os dias 22 até 31 de março, participei de uma residência artística no sertão central do Ceará, nas comunidades de Tauá, Maraquetá e principalmente Riacho do Meio, onde passei a maior parte do tempo.

A idéia era de contar, através das pinturas, a história de vida desses moradores, que são na maioria agricultores, as mudanças, conquistas e etc. Acompanhado do curador Paul Duboc e do Fotografo Pablo Saborido, trabalhamos nas pinturas em várias casas da comunidade e inclusive em uma igreja construída pelos próprios moradores.

O projeto tem a parceria com a empresa Vert, que é uma marca de tênis sustentável de Paris, com design francês mas matéria prima e fabricação 100% brasileiras, onde estou assinando uma nova coleção para o lançamento inverno 2014.

E é desses agricultores, onde produzem o algodão orgânico, que a Vert compra a sua principal matéria prima.

Então tu já fez a ligação entre as coisas, né.

A conclusão desse projeto resultará em exposições em maio nas capitais, São Paulo, Rio e Recife, e na Europa, em Paris e Londres.

 

Deu na impressa:

Derlon: pé na estrada pelo sertão

(Portal Tag It)

Derlon transforma desejos em desenhos

(Jornal do Commercio)

Derlon Almeida, a Poesia Visual do Cordel

(Revista de Arte e Cultura)

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ASSENTAMENTO MARAQUETA QUIXERAMOBIM 1[foto: Pablo Saborido, em Maraquetá]

RIACHO DO MEIO CAIXA DA AGUA[foto: Pablo Saborido, em Riacho do Meio]

RIACHO DO MEIO FAMILIA DE FUNDADORES DA COMUNIDADE[foto: Pablo Saborido, em Riacho do Meio]

Iu-á Hotel

Olá pessoal, agora pouco acabei de finalizar meu último trabalho de 2013, com certeza fechando da melhor forma. Trata-se de uma pintura mural na área do restaurante de um novo hotel localizado na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Pra quem for visitar a cidade do Padre Cícero, vale a pena ficar hospedado por lá, o Iu-á Hotel é super lindo e confortável, que além de mim, comporta diversos outros artistas principalmente locais decorando os ambientes.

O projeto de decoração, que misturou de forma super harmoniosa design moderno com arte popular,  é assinado pela arquiteta Roberta Borsoi, filha da premiada arquiteta Janete Costa.

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derlon_iu-a_hotel2[essa foi minha homenagem ao soldadinho-do-cariri, passarinho característico da região, a fêmea, verde, e o macho, branco com detalhes vermelho e preto]

 

Iu-á Hotel

Rua Arnóbio Barcelar Caneca, 800, Lagoa Seca, Juazeiro do Norte CE